segunda-feira, 26 de julho de 2010

Irmandade

Não caros telespectadores, não vim falar da minha nova seita, minha igreja no fundo do quintal (apesar de que poderia falar disso, e você ia gostar). Vamos falar dos nossos queridos irmãos, e se você não tem um, eu tô vendendo 2.

Bom, eu conheço o meu irmão desde que ele nasceu (jura? fuck yeah), e ele nem sempre foi o que ele é hoje. Eu sou o mais velho de 3 machos pentelhos e palhaços, e minha mãe fechou a fábrica por falta de meninas. Ainda bem, pois eu cresci sempre com alguém do lado pra ser o player 2 no top gear, international superstar soccer, e depois no campeonato brasileño 3, um clássico com seus "forte bomba" e "tiro libre".

Claro que irmão até os 10 anos é sinônimo de briga, ainda mais quando você tem 2 e ganha um presente acompanhado da frase "É um para os três!". Nããããããããão!!!!! Dura um mês e acaba quebrado e escondido embaixo da cama. Nessa hora você ganha um irmão de verdade: não vamos contar pro pai, tá? E 10 minutos depois você perde: eu não pai, foi ele. Fora isso, é uma boa companhia pro futebol descalço na rua, atirar nos inimigos invisíveis que constantemente invadem a casa, e alguém pra por a culpa, quando ele não põe em você antes.

Bons tempos. Mas depois que crescem, eles ficam ainda melhores, pois a parte de por a culpa em você... Ok, ainda existe, mas é menor, e a cabeça deles está mais formada, podem dar conselhos, ajudar em certos momentos que não poderiam antes (tá eu sei, o único conselho que uma criança de 10 anos precisa é de como passar o chefão da fase 10),  são companheiros de balada e agora são o player 2 do winning eleven 11.

Importante é saber que ele, não importa a hora, até quando coloca a culpa em você, está sempre ali, do seu lado, e vai continuar pro resto da vida. E a gente olha e diz: com esse aí eu posso contar. Se você tem irmão pequeno, ou briga muito com o seu, pense bem no futuro, e pra quem você vai pedir uma graninha quando a coisa apertar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia do Rock

13 de julho.
Dia do Rock.

Bom, segundo os entendidos do assunto, o rock surgiu entre o fim dos anos 40 e início dos anos 50.
Talvez por isso o termo ‘bom e velho’ rock ‘n roll.
Com a parte do ‘bom’ eu até concordo, mas velho eu não diria.
Afinal, o rock foi reinventado e incrementado ao longo dos anos, passando a ser cada vez mais atual.

Sinceramente, essa coisa de associar qualidade a tudo àquilo que é antigo me irrita um pouco.
É claro que eu adoraria ter ido ao Woodstock ’69, mas poxa, nossa geração também tem seus méritos.

Talvez pareça que eu sou só uma dessas adolescentes histéricas que acham uma ‘puta falta de sacanagem’ o Restart cancelar um show.
Mas é aí que vocês se enganam amiguinhos.

Eu também cresci vendo meu pai deitado no tapete da sala com um copo de cerveja, ouvindo o vinil do Queen ou fazendo churrasco ao som de Led Zeppelin.
E de maneira nenhuma estou aqui para contestar a qualidade de tais velharias.
Só acho que o que é novo também tem seu valor.

É claro que esse é o meu ponto de vista e o mesmo não foi formado do dia pra noite.
Há alguns anos eu também acreditava ter nascido na época errada. Mas hoje vejo que isso não afetou em nada o meu gosto musical.
Eu não gosto de Kiss hoje e com certeza não gostaria a 20 anos.
Sendo assim, não se condene por gostar de Strokes e Libertines só porque estes não são considerados ‘dinossauros do rock’.

Por último, não se prenda a gêneros. [Eu, por exemplo, confesso que até hoje não descobri, na prática, a diferença entre rock industrial e synthpop]
Saiba apenas diferenciar bom e ruim, ou seja, música e barulho.

É isso aí.
Feliz dia do Rock!

domingo, 11 de julho de 2010

Festa de criança

Ah, festas de criança...
Aquele monte de doce na faixa, crianças pulando pra lá e pra cá e você olhando pra baixo pra ver se não pisou sem querer em alguma delas.
É bem mais legal quando você não é o aniversariante; escapa das fotos, do parabéns e do temido “com quem será”.
                Já não se fazem mais festas como antigamente.
 Quem lembra daquelas bexigas gigantes, cheias de doces?
A gente esperava a festa inteira pra ver aquele troço explodir e voar doce pra todo lado, mas infelizmente nunca era dessa forma: eles sempre iam pra baixo, justamente pro filho da porca que estava com a camiseta dobrada em forma de saco, pro chapeuzinho de ponta cabeça  ou pra mão de um adulto que “só queria pegar uns pra filha que não queria ficar embaixo da bexiga”.
                Além dos já mencionados chapeuzinhos, haviam as sacolinhas-surpresa, que de surpresa não tinham nada. Todo mundo sabia que ia ganhar uma língua-de-sogra, um pirulito, 3 balinhas, 2 chicletes e com sorte um carrinho de F1 que vinha no pacote 10 por 1 real. Digo sorte porque às vezes vinha um apito, e convenhamos, apito não tem graça. É igual vuvuzela e punheta, só fica feliz quem tá tocando.
                Passado o lado do visitante, vamos ver o quanto o aniversariante sofre.
Milhares de presentes chegando em caixas mais chamativas que o papa empinando uma moto, e seus pais dizendo: só pode abrir depois da festa, guarda lá no quarto agora e vai brincar com seus amigos. Fora essa frustração, ainda ter que parar pra 50 mil fotos com parentes desconhecidos, aquela madrinha que só aparece no seu aniversário, e pra compensar essa falta, insiste em te pegar no colo mesmo depois dos 7 anos, o parabéns que dá vontade de fugir, o idiota do lado querendo apagar a vela antes de você e cuspindo no bolo... E finalmente, quando você pensa que vai terminar, começa um canalha ao fundo: cooooom queeeeem será??? E agora, você se esconde embaixo da mesa? Pega a primeira faca que encontrar e atira nele? Não, você sofre, fica com vergonha e pensa: pelo menos vai terminar, eles vão embora e é hora dos presentes.
                Mais animado que cachorro depois de comer meio quilo de açúcar, você corre pro quarto depois da festa, nem tem unhas, mas ferozmente picota os embrulhos com a ponta dos dedos, procurando, qual destas caixas tem o sonhado lava-jato Hotwheels. Nada. Só roupa. Que tipo de pessoa sem consideração dá roupas de presente pra uma criança? Não sei vocês meninas, mas homens gostam de BRINQUEDOS até os 55 anos de idade;  pode apostar que a gente adora. Eu mesmo ainda quero meu boneco dos Cavaleiros do Zodíaco. Ah, mas falta uma caixa ali, é ela sim, eu sei que é! É meu lava-jato!! E finalmente depois de abrir, é apenas uma caixa de lenço. LENÇO?! Isso é pior que roupa. Nem velho usa lenço! Porcaria de aniversário, o jeito é esperar o Natal... Fala aí chaves: